CHEFES DE ADJUDICAÇÃO

 

HUGO VOLZ DE OLIVEIRA

“Hugo Volz Oliveira, ou Buga, se preferirem, é, como o nome indica, um dos debaters mais entusiasmantes do circuito nacional. Com isto não quero só dizer que foi dos que mais entusiasmou até agora, o contrário seria difícil – eterno universitário, debate desde 2009, tendo sido fundador do clube de debates da FEPe da SdDUP -, refiro-me sim ao entusiasmo que ecoa silenciosamente numa sala que aguarda o começo de um dos seus discursos. Consoante a posição em que se aguarda, o entusiasmo tece-se de uma diferente aparência, mas um contorno é a todos comum – todos esperam que o debate mude, com uma calma brusquidão que tem tanto de mágica como eficaz, deixando oponentes a rasgar folhas com um sorriso na cara.

A abordagem impar que lhe permite fazê-lo é resultado de um percurso anómalo: desde cedo se desdobrou de forma aparentemente impossível – dividindo-se entre a sua licenciatura em Gestão e a presidência global da ShARE, conseguiu de alguma forma encontrar tempo para marcar presença em inúmeras finais, dar aulas de vela, e tornar-se num exímio fotógrafo.

Os últimos tempos têm servido para tornar oficial o que já era unânime: foi finalista do 1º Lisbon Open, e venceu o IV Open de Belém, onde registou a maior média de speaker points alguma vez registada no debate nacional. 2016 foi ainda o ano onde nos apresentou Twentyfive.Am, o suplemento energético cujo o nome fica aquém de explicar o seu sucesso: não é para ninguém evidente como é que 25 horas por dia chegariam para fazer o que o Hugo faz. Depois de ter sido CA do TORNADU 2015 e do Open do Porto, empresta agora tudo isto, e o que quer que seja que aí vem, à CA Team deste TORNADU’17.”

Por Luís

LUÍS MELO

“Há dois anos, Luís Melo iniciou a sua viagem no debate competitivo pelas portas do ISEG, onde estuda Economia nos tempos livres. Acima de tudo, a sua inspiração leva-o a entregar-se à música e é através da sua guitarra que consegue expôr os seus mais variados pensamentos.

Enquanto debater, atingiu alguns marcos como o break no Lisbon Open, no Open do Minho, e orador revelação no passado Tornadu’16. Enquanto adjudicador, foi CA no torneio interno da SDUL, no Open de Belém IV e no Porto Open’16. Enquanto time keeper já bateu mais palmas do que recebeu enquanto músico.

Passou ainda por várias terras espalhando o seu talento na adjudicação, de Oxford a Budapest, sem esquecer a mais recente passagem por Paris, onde conseguiu o seu 3º break internacional. No entanto, quer continuar o seu futuro na icónica cidade de Berlim mas, por agora, vai ter uma última tarefa na cidade natal: ser CA do Tornadu.”

Por Maria

MARIA AMADO DA SILVA

“Maria Amado da Silva era apenas uma rapariga que adorava correr pelos campos, em vestidos de verão, enquanto apanhava amoras e morangos para o seu pai fazer bolachas com recheio de frutos vermelhos. Até que, um dia, o vil pirata Manuel de Lucena e Vale ancora em Vilamoura e rapta-a para com ele embarcar numa viagem pelo mundo do debate competitivo universitário.

Nessa viagem, ela descobre o fascinante mundo da construção argumentativa, da relevância dos exemplos e da importância da refutação. Ao fim de algum tempo, o amor pelo nosso pirata mantem-se, mas ele não tem mais mares para lhe mostrar e a Maria quer procurar outros, numa busca infindável pelo conhecimento.

Sem hesitar, a Maria lança-se no oceano da adjudicação e vai de Porto em Porto mostrar a debaters de todo o país, e até da europa, o melhor da avaliação argumentativa. Em alguns portos é amada, noutros incompreensivelmente ostracizada, mas ela mantém o seu rumo e consegue fazer break em inúmeros certames.

E é assim que é promovida a Capitã (CA) no Porto secreto de Ofir, onde a sua capacidade de avaliação é reconhecida e aclamada. Como prémio recebe um mapa para o mar do Tornadu onde apenas os mais valentes marinheiros e marinheiras conseguem navegar, e podem capitanear navios. Sem medos aventura-se nesse mar e para lá se dirige nesse momento.” Por Duarte

DUARTE CANOTILHO

“Em 2009, no início da reencarnação do debate competitivo em Portugal, o Canotilho – ainda longe de ser o advogado famoso que é hoje – recebeu uma cavala como prémio no fim do ano lectivo e do 25º debate da Sociedade de Debates da FDUP. Mal sabia ele que esse peixe tramado iria simbolizar hoje a sua capacidade como lobo-do-mar, capaz de navegar nas águas mais crispadas.
Isto porque na altura o prémio simbolizava uma cabala aludida pelo Duarte no seu discurso de Primeiro-Ministro naquele que foi o meu primeiro debate de sempre. Essa cabala acabou por ser marcante na diversão que associo a este mundo, mas também à capacidade de evolução e de crescimento que os debates são capazes de proporcionar. Basta ver que eu e o Canotilho tivemos, já somados, 66 pontos nesse debate! Sim, já somados!
Mas foi talvez essa adversidade marítima que seduziu o premiado para cada vez mais cabalas debatedoras. Começando pela transição entre a SdD FDUP para a SdDUP, até ao trabalho nacional de formação no debate competitivo nacional, incluindo actividade regular em escolas secundárias e outros eventos, para além da adjudicação nos últimos três Tornadus e em vários outros campeonatos, o pescador foi-se tornando marinheiro. Tendo já conquistado mais Opens nacionais do que eu consigo contar, o Capitãonotilho é a prova viva de que o debate não é uma intrigante ciência oculta.” Por Hugo